Governador em exercício do RJ exonera secretário Rodrigo Abel
14/04/2026
(Foto: Reprodução) O desembargador Ricardo Couto, presidente do TJ-RJ e governador em exercício do Rio, durante entrevista coletiva
Rafael Oliveira/TJRJ
O governador em exercício do Rio, Ricardo Couto, exonerou nesta segunda-feira (13) o secretário-chefe de Gabinete, Rodrigo Abel. A decisão foi publicada em edição extraordinária do Diário Oficial e marca a saída do último integrante do grupo mais próximo do ex-governador Cláudio Castro do governo estadual.
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A exoneração foi registrada como “a pedido”, mas, na prática, encerra a presença do grupo que concentrava as principais decisões no Palácio Guanabara desde 2020, quando Castro assumiu o comando do estado. Rodrigo Abel era considerado um dos principais articuladores do governo e atuava ao lado de nomes como Nicola Miccione e Rodrigo Bacellar.
MPRJ pede afastamento do presidente interino do Rioprevidência
Esse núcleo já vinha sendo desmontado ao longo dos últimos meses, após o rompimento político de Castro e Bacellar. Nicola Miccione deixou o governo no fim de março, no mesmo dia da renúncia do então governador. Com a saída de Abel, o grupo perde seu último representante no centro do poder estadual.
Outras mudanças no governo
Também nesta segunda-feira, Ricardo Couto exonerou o então presidente interino do Rioprevidência, Nicholas Cardoso. A decisão ocorre após o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro pedir o afastamento do gestor em meio a uma investigação sobre aportes de R$ 118 milhões feitos pelo fundo em instituições financeiras não cadastradas.
Para o lugar de Cardoso, foi nomeado o procurador do estado Felipe Derbli de Carvalho Batista. O Rioprevidência é responsável pelo pagamento de aposentadorias e pensões de cerca de 235 mil servidores e dependentes no estado.
As aplicações investigadas foram realizadas no fim do ano passado, quando Cardoso ocupava o cargo de diretor de investimentos do fundo. Segundo órgãos de controle, o credenciamento prévio das instituições financeiras é uma exigência para evitar riscos como fraudes e prejuízos aos cofres públicos.
Demissão na Cedae
Ricardo Couto também exonerou o presidente da Cedae, Agnaldo Balon, nesta segunda-feira. A decisão amplia a retirada de aliados do ex-governador Cláudio Castro de cargos estratégicos.
A medida foi anunciada no mesmo dia em que Couto determinou um “choque de transparência” na administração estadual, com a exigência de que secretarias e autarquias informem, em até 15 dias, todos os contratos em vigor, valores, prazos e quadro de servidores, medida que deve permitir uma revisão detalhada das despesas públicas.