Caso Marielle: MPF denuncia delegados e policial por obstrução de justiça e associação criminosa
13/02/2026
(Foto: Reprodução) Rivaldo Barbosa, Giniton Lages e Marco Antonio de Barros Pinto
Reprodução
O Ministério Público Federal denunciou os delegados Rivaldo Barbosa e Giniton Lages, além do policial Marco Antônio de Barros Pinto, por obstrução de justiça e associação criminosa para atrapalhar as investigações da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes.
O caso aconteceu em março de 2018. Segundo a denúncia assinada pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, Rivaldo, Giniton e Marco Antonio se juntaram a outros policiais civis e indivíduos não especificados para obstruir as investigações dos homicídios.
A denúncia aponta que o grupo, controlado por Rivaldo Barbosa, tinha controle direto ou indireto sobre as investigações de casos ligados à atuação de milícias e bicheiros no Rio de Janeiro.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
Entre os crimes apontados pela denúncia do MPF, estão:
Desaparecimento de provas
Avocação de inquéritos
Ocultação de provas
Ausência de preservação de provas
Incriminação de inocentes
Utilização de testemunho falso
Realização de diligências inócuas
Foto de 2018 do ex-chefe da Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa
Reprodução/TV Globo
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O vice-procurador-geral, além de pedir a condenação pelos crimes, também solicitou a manutenção das medidas cautelares, a perda do cargo público dos denunciados e a indenização por dano moral coletivo.
O que dizem os citados
Em nota, o advogado Marcelo Ferreira, que defende Rivaldo Barbosa, afirmou que "os fatos descritos na peça acusatória são substancialmente os mesmos que já foram objeto de ampla investigação e instrução criminal no âmbito da Ação Penal n.º 2434, cujo julgamento está designado para os dias 24 e 25 de fevereiro no STF".
"Não se trata de fatos novos, tampouco de circunstâncias supervenientes. A denúncia ora apresentada reproduz narrativas, depoimentos e interpretações equivocadas da realidade. Não é razoável que, passados quase dois anos do oferecimento da denúncia no processo principal surja nova imputação baseada essencialmente no mesmo conjunto fático já analisado."
Veja a nota da defesa de Giniton Lages:
"Giniton Lages presidiu o inquérito policial que, em pouco menos de um ano, levou à prisão de Élcio de Queiroz e Ronnie Lessa, o último dos quais autor confesso dos disparos causadores das mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.
Para chegar a esse resultado, Giniton Lages e a equipe da Delegacia de Homicídios da Capital/RJ, de modo incansável, realizaram uma investigação profunda e detalhada.
Por acreditar na qualidade do trabalho então efetivado, Giniton Lages tem a sua consciência tranquila e mantém a confiança de que a verdade prevalecerá."
O g1 tenta contato com as defesas dos outros denunciados.